quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

2012 remember




Eis que se aproxima o fatídico 21/12/12 há tanto profetizado por maias, incas, astecas, Nostradamus, Dumbledore, Mãe Diná e afins. Sendo assim, achei justo fazer logo aquele flashback esperto; vai que não dá tempo...

Sendo bem brega, mas verdadeira, 2012 foi de fato um próspero ano novo. Fiz aquele faxinão e dei um fim nos velhos problemas e preocupações. Foi preciso viver tudo isso, mas já teve seu tempo, ficou pra trás. Dei vez a todos aqueles pequenos e quase abandonados sonhos, que foram então resgatados e concretizados.

Comecei do alto, voando de parapente a um quilômetro do chão de Alfredo Chaves. Sensação indescritível! Da corridinha pra saltar, até o pouso, mais fascinada e extasiada a cada segundo. Depois disso, só alegria. Não poderia esperar menos dos 11 meses seguintes.

Em março, foram dois em um. Primeiro, larguei mão do calor humano e do Mercedes amarelo (se eu já era um bom partido andando de busão...). E depois de ter tirado o pé da terra firme, encarei o curso de mergulho. O mundo submerso é lindo demais!

Maio trouxe consigo a maior das realizações. Como um milagre, ficou no passado o que não era pra mim, minha maior e complicada preocupação. Porque trabalho é ferramenta pra sobrevivermos, não desgosto e martírio. Presentaço de Deus!

Julho veio e depois de mais de 24 anos de existência, tirei meu pezinho de terras capixabas. O Rio de Janeiro continua lindo ♪♫... Tão bacana quanto conhecer alguns pontos turísticos de um novo estado (o Cristo é sem comparação!), foi voltar de avião, olhando pela janela e tirando foto das nuvens, como típica marinheira de primeira viagem. Enquanto todos fechavam a janelinha por causa do sol, eu viajava no tapete branco, feliz, igual pinto no lixo.

Chega Outubro e com ele as minhas férias, doces férias... Revivi minha infância no SESC de Santa Cruz, mergulhei e encontrei duas graciosas tartaruguinhas nas Três Praias, botei o pé na estrada pra São Mateus e conheci, enfim, Itaúnas e suas dunas. E já no finzinho, saí de novo do meu querido ES e passei três dias incríveis no lindíssimo litoral paraibano. O Rio que não se aperreie, mas a Paraíba com suas praias, piscinas naturais e pôr do sol ao som de sax é muito mais arretada, visse?!

Mês passado, descobri que fiquei pra tia, oficialmente e em dose dupla. Dois! Vem dois bebês de vez pra aumentar a família M.A.! Para doações de fraldas, entrem em contato pelo meu facebook ou no telefone (27) .... - ....

Dezembro deu as caras e, pra variar, mais um fim de ano (jura?!). Praias, cachoeiras, lagoa, natureza, happy hours, conversas intermináveis, novos amigos velhos, velhos amigos velhos, gente abestalhada como eu que fica ainda mais besta com o tempo. Saldo positivo.

Depois disso tudo, concluo que... detesto concluir qualquer coisa que eu escreva, porque sempre fica uma bela porcaria (como isso)...

Mas enfim, a gente se encontra por aí se o mundo não acabar dia 21. Vamos em frente e... chega junto, 2013!!

Para o alto e avante!!
Luciana M.A.

domingo, 21 de outubro de 2012

Vida!...




Do latim, vita:“... espaço de tempo entre a concepção e a morte de um organismo.”

Estamos aqui, e agora? Sabemos quando chegamos, mas quando iremos... Ih... Aí é pergunta para os universitários. O que resta é fazer jus a uma oportunidade única, de usufruir, de sentir todos os tipos de emoções que esse breve parêntese tem a oferecer.

Vivamos hoje, de verdade, sejamos felizes, pratiquemos o bem. Não por, quem sabe, existir um inferno onde arderemos eternamente caso façamos o contrário, mas por simples e óbvia razão: estamos aqui, a toa, eu, você e todo mundo, até que a Dona Morte nos carregue. Bora se divertir?!

Não sei o que você espera, mas eu... Ahh...

Eu quero sempre mais e mais conversas sadias e intermináveis madrugadas adentro, na praia, na roça, à distância, ou seja lá onde e como for.

Busco risos e sorrisos sinceros e sem motivo, beijos e abraços, sentimentos, partilhas e provas, por mais simples que sejam, de que existe por perto gente de verdade, com coração humano pulsando dentro.

Procuro incessantemente, e me extasio encontrando lugares criados e abençoados por Deus. Lugares que tento registrar em fotos, mesmo com a certeza de que minha memória jamais apagará.

Respire! Cuide mais de você, se ame mais e em primeiro lugar. Largue mão de rótulos e preconceitos. Exalte o que é bom. Reclame menos!

Seja igual a todos, ou diferente de todos, mas seja da forma que te faz feliz. Chute o balde e ligue o foda-se se for pra ficar relax. Trabalhe para viver, não o contrário...

Enfim, o tempo vai correr, a moça da foice vai dar o ar da graça e eu vou querer descansar em paz, sabendo que essa vida maravilhosa foi eterna enquanto durou (já diziam os cafonas poetas do Negritude Jr)...

Muita VIDA a todos!! Simbora!!

“Somos nós que fazemos a vida como der, ou puder, ou quiser...”

Luciana M.A.

terça-feira, 27 de março de 2012

Desabafo



Já me assustei tanto com certas coisas, que agora me assusto com o fato de já não me assustar mais com elas.

Violência, futilidade, frieza, vulgaridade, guerra de egos, ausência de valores... Tudo tão normal. Não entendo o ser humano nem imagino até que ponto sua loucura pode chegar.

Parei de assistir televisão. Cansei de ver atrocidades contra as pessoas, os animais, a natureza e a minha inteligência. Prefiro ser louca ao ponto de fingir que nada disso acontece lá fora do que absorver toda doença que isso transmite...

Infelizmente, desligar a TV não me livra do caos. Por mais que eu procure me afastar, o mundo ainda existe e eu ainda não tenho outro lugar pra ir.

Entristeço-me por aqueles que estão por vir. Aquela que deveria ser a base de tudo, a fase mais pura e inocente da vida de alguém, tem sido violada sem dó nem piedade. Foi-se o tempo em que crianças se pareciam mesmo como crianças; que andavam descalças, não com saltos; que sujavam a cara de comida, meleca, terra, não que usavam maquiagem; que viam desenhos tão puros e inocentes quanto elas.

A infância se perdeu e, daí então, foi só prejuízo. Adultos gananciosos, cruéis, egocêntricos, vazios... Tenho medo de ter filhos e de impor a eles uma sociedade que cria qualquer coisa nem de longe parecida com pessoas.

Apesar do cansaço e quase total ceticismo, espero poder, um dia, sair desse estado de choque em que me encontro e voltar a ver um mundo em que o mais insignificante dos erros cause indignação e ação de todos os que neles vivem.
Luciana M.A.