Que um milhão, que nada. Prefiro mesmo poucos e bons. Um que seja já dá uma dor de cabeça...
Mas ainda que dêem certo trabalho, feliz é aquele que os tem. Achar alguém que seja digno de confiança... Caramba, como está difícil! Essas boas almas hoje são raras, são presentes especiais de Deus.
É tarefa árdua encontrar pessoas que realmente gostem de nós e que demonstrem com atos o que afirmam com palavras. Não quero pseudo-amigos, que vivem de aparências, que fingem empatia, mas que na primeira chance dão uma rasteira. Quero gente de verdade, que tenha o mínimo de decência e exponha seus reais sentimentos.
Só que mais difícil que fazer uma amizade é mantê-la, e tal façanha exige toneladas de dedicação e paciência. Está completamente por fora quem acha que amigos perfeitos são aqueles que têm nossa aprovação em tempo integral. Mal sabe que nem tudo são flores. A força da amizade está em sobreviver às dificuldades, às crises de ciúme, às pirraças sem fundamento e às discussões fatais que de fatais não têm nada.
Amizade é discordar do outro em tudo, é se aborrecer com tanta teimosia, é odiar as manias dele, os constantes atrasos dela, é não aguentar mais aquele cidadão mal humorado, mas ainda assim agradecer muito a Deus por ser amigo dessa criatura adoravelmente chata!
Ela te irrita absurdamente, ele te perturba ao extremo, vocês quase se matam, mas nada destrói o laço de ternura e companheirismo que criaram. Paradoxo? Isso mesmo. Nem Freud explica. Singularidades de uma relação de verdade.
Para meus amigos digo uma coisa: Amo. No sentido mais profundo da palavra. Amo demais, apesar de conhecê-los muito bem apesar de qualquer coisa, de qualquer arranca-rabo que possa acontecer.
E além do mais, matutando sobre esse misto de total afeto e completo caos, já concluiu o filósofo: O que não nos mata, fortalece! Sendo assim, tá tudo certo, meu chapa...
Aos meus poucos e bons que estão estampados nessas linhas...
Luciana M.A.
