11/08/2011 - Um dia que dificilmente será esquecido, um momento de pânico, uma vida por um triz.
Você alguma vez, de verdade, já se deu conta de como a vida é frágil e delicada? Já se deu conta de como, em menos de um segundo, ela pode ter um fim? Mais difícil do que pensar sobre isso é sentir na pele a emoção do “essa passou perto”...
Terrível. Terrível... Ninguém sabe como pode ser aterrorizante tal situação até vivê-la.
Dia comum, função de sempre, atividades rotineiras. Num momento, tudo certo; no seguinte, um grave acidente de trabalho. Resultado: uma mão esquerda com quatro dedos fraturados, vários cortes e hematomas. Quem conhece o equipamento no qual me acidentei sabe que a lesão que tive foi a menor possível e que não foi nada menor que um milagre.
“Ela mostrou força, frieza e tranquilidade”, reações incomuns para um momento tão tenso, mas que foram essenciais para que algo pior fosse evitado.
E de onde veio toda aquela calma? Em quatro letrinhas: D-E-U-S! Não existe outra explicação. Mais surpresa que quem acompanhou os acontecimentos, fiquei eu, a funcionária com a mão presa ao equipamento; mão que sempre foi e é uma das partes que mais admiro na anatomia humana.
Acredito que é o risco assumido quando se diz: “Eis-me aqui, Senhor”. Quem sabe um acidente desse nível tenha acontecido para que outros trabalhadores sejam poupados no futuro?! Sendo assim, novamente, eis-me aqui...
Vi minha vida por um fio, precisei segurar a barra, mas vi também minha força crescer a cada dia através do apoio e carinho de tanta gente querida. Gente que eu nem sabia que gostava de mim, gente que mal (ou sequer) conhecia minha fisionomia. E como foi bom!
Apesar das lembranças daquele momento se confundirem na minha mente, o susto já passou, muitas coisas irão mudar para melhor e a mão está se recuperando muitíssimo bem.
Então, bola pra frente, life goes on e ainda há muita coisa pra fazer, muita gente pra conhecer e perturbar, e muita vida pra viver! Fui-me...
♪♫ ...Sou milagre, estou aqui... ♫♪
Luciana M.A.
