Quem teve a ideia
de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente (Carlos Drummond de Andrade)
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente (Carlos Drummond de Andrade)
Desapeguei. Há anos não sofro
daquela empolgação que circunda aniversários, páscoa, natal ou qualquer outra
data supersticiosa que exista no calendário. Páscoa e Natal, principalmente, hoje
me parecem uma mera falsidade ilusão
que dura a eternidade de poucas horas. O espírito de bondade, união e partilha fica
enquanto almoço e ceia estão na mesa. After that, tudo volta ao normal...
A virada de ano é outra
que eu não vejo o menor problema em passar dormindo, caso não ache nada divertido
pra fazer. E o problema é seu se me acha velha por isso. Faz esse auê todo e no
fim fica em casa vendo “show da virada”, ao vivo, como só a Globo te
proporciona.
Mas como recordar é
viver, paro pra pensar e lembro como 2013 foi supimpa pra vovó aqui! Reafirmei
dois importantes lemas:
1) Comer
é vida! Não
simplesmente pra não morrer de fome, mas pelo prazer de comer, sentir os gostos
e encher o bucho! De mexicana à japonesa, vou deixando o preconceito de lado e
experimentando tantas gostosuras gastronômicas me forem possíveis (o que não quer
dizer que eu me apaixone por todas. Comida japonesa, eca, nunca mais);
2)
Que
se foda! Apertei a
tecla. Cabelos brancos e rugas agora aparecem só por conta da minha avançada
idade. Alguma coisa não deu certo? Ah, que se foda, tentemos de novo. Tá
achando ruim? QSF. O mundo tá acabando? QSF. Não gostou do meu lema?
Que-se-foda...
Pequenas atitudes,
graaandes mudanças.
Fora issso, continuei
com meus passeios e programas de índio, minhas incansáveis idas à praia e
qualquer lugar com mato e ar puro.
Conheci as gelaaadas e
revigorantes piscinas de Pedra Azul, visitei a bucólica vila de Itaúnas e o
Mosteiro de Ibiraçu, subi o super-hiper-mega alto Pico da Bandeira com sua
putaquiparivelmente exaustiva trilha do lado capixaba (era uma grande vontade
há muito tempo e a vista é lindíssima, mas não volto nem que me paguem!). Fui à
Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, e conheci o maravilhoso litoral de
Alagoas, o paraíso!
Me aventurei no kitesurf
(preciso ser uma aprendiz mais disciplinada, meta pra não ser cumprida em 2014...),
me formei em Tecnologia em Logística, fiz um verdadeiro intercâmbio cultural no
trabalho com amiguinhos vindos da Malásia.
Fiquei pra tia,
oficialmente e em dose dupla; dois menininhos, lindos e gordinhos! *-*...
Sem dúvida, ano
produtivo. Mas estou certa de que eu agi, me movimentei pra que fosse assim.
Sei que não é um primeiro de Janeiro que vai trazer algo novo, algo de bom pra
mim, mas sim cada momento presente, cada situação que faço nova e feliz, sem
esperar amanhecer de novo ou mudar a folhinha do calendário.
Desejo que seu 2014 seja
um sucesso, mas mais ainda que você nunca fique na espera de milagres vindos do
céu a cada novo ciclo de 365 dias. Cada minuto é uma oportunidade de levantar a
jaca da cadeira e ir em busca do que te faz feliz.
Um ótimo 2014...15...
Forever!
Luciana M.A.
